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Importar o extrato do banco, exportar em CSV e os modos de visualização

Se você já usa banco há anos, começar do zero digitando lançamento por lançamento é desanimador. Por isso o Vintém importa o extrato que o seu banco exporta — e, no caminho de volta, exporta o seu extrato em CSV para abrir no Excel. Esta página cobre os dois, e também o modo de visualização do extrato, com um exemplo em números.

Importar: dois passos, nunca às cegas

Em Importar (no menu do painel) você escolhe a conta que vai receber os lançamentos e envia o arquivo. O Vintém aceita:

  • OFX — o formato que quase todo banco brasileiro oferece ("exportar para o gerenciador financeiro", "OFX/Money").
  • CSV — com colunas de data, descrição e valor. Serve separador ; (o do Excel em português) ou ,; data em dd/mm/aaaa ou aaaa-mm-dd; valor com vírgula ou ponto decimal, com ou sem separador de milhar. O cabeçalho pode estar em português ou em inglês (date, title, amount — o da fatura do Nubank) e não precisa ser a primeira linha: se o banco escreve título, agência e período antes dele, o Vintém procura o cabeçalho mais abaixo. O que ele não faz é adivinhar uma coluna de descrição que não existe — arquivo sem ela é recusado, em vez de importar tudo com a data no lugar do nome do lançamento.
  • Os jeitos de cada banco — o extrato do Itaú, que vem sem cabeçalho nenhum (data, descrição e valor, nessa ordem); o do Bradesco, com Crédito e Débito em colunas separadas em vez de uma coluna de valor (a coluna que não vale pode vir vazia, com 0,00 ou com um traço — o Vintém entende as três como "aqui não há valor", e só recusa a linha quando as duas trazem dinheiro de verdade); e o da Caixa, que escreve o sinal como D ou C, antes ou depois do número (1.234,56 D e D 1.234,56 são a mesma saída). As linhas de saldo e total que o banco intercala no extrato ("Saldo Anterior", "S A L D O") não viram lançamento: elas têm data e valor, mas são o placar do banco, não dinheiro que entrou ou saiu.

O primeiro passo é uma análise: nada é gravado. O Vintém mostra o período que encontrou, quantas transações são novas e quantas já estão no seu extrato. Só depois de você conferir e clicar em importar é que os lançamentos nascem.

Limites: até 5 MB e 5.000 linhas por arquivo. Um extrato maior que isso é sinal de que vale importar mês a mês — a revisão fica humana.

Se alguma linha tiver mais colunas que o cabeçalho, o Vintém recusa o arquivo e diz qual é a linha. Isso acontece quase sempre por um motivo só: num CSV separado por vírgula, um valor como 1,234.56 que não veio entre aspas se parte em duas colunas — e a primeira metade (1) é um número que parece certo. Preferimos devolver o arquivo a importar mil reais a menos sem ninguém perceber. A saída é reexportar o extrato com ; como separador, ou com o valor entre aspas.

Pela mesma razão, o Vintém recusa arquivo que mistura dois formatos de número. Sozinho, 274,950 tanto pode ser R$ 274,95 quanto R$ 274.950 — quem desempata são as outras linhas: se em algum lugar do arquivo aparece 89,90, está provado que a vírgula separa os centavos. Quando uma linha diz uma coisa e outra diz o contrário, não há leitura certa (metade dos valores sairia mil vezes maior), e a recusa mostra as duas linhas que se contradizem.

Ao importar a fatura do cartão numa conta de cartão, as compras entram como gasto. A fatura é escrita do ponto de vista da dívida — a compra vem positiva porque aumenta o que você deve —, e lida ao pé da letra ela viraria um mês inteiro de receita. Quem decide é a maioria das linhas: quase toda fatura traz também o pagamento do mês anterior (ou um estorno) com o sinal de menos, e essa uma linha não pode inverter o sentido das outras cinquenta. Numa fatura, as compras são muitas e o pagamento é um; num extrato de cartão já escrito com as compras negativas (o OFX faz assim), é o contrário — e o Vintém segue o lado que tem mais linhas.

Quando o arquivo tem empate (tantos valores positivos quanto negativos), ele é recusado: "uma compra e um pagamento" e "uma compra e um estorno" são leituras igualmente possíveis, e elas trocam o sinal de tudo. A saída é exportar a fatura do mês inteiro pelo aplicativo do banco.

A tela de revisão e as linhas repetidas

Cada transação do arquivo vira uma linha, com data, descrição, valor, uma categoria sugerida (o Vintém chuta pela descrição: "SUPERMERCADO" vira Mercado) e uma caixa de importar. Troque a categoria à vontade — sugestão não é decisão.

Quando o Vintém encontra um lançamento no mesmo dia, no mesmo valor e com a mesma descrição (ou com o mesmo identificador do banco, no OFX), ele marca a linha como Duplicado e a deixa desmarcada. É a proteção contra o pior defeito possível num app de dinheiro: lançar duas vezes a mesma compra.

Mas a decisão continua sendo sua: se você comprou dois cafés de R$ 8,00 no mesmo dia, a segunda linha é real — marque-a. O aviso existe para você olhar, não para o app decidir por você. Os atalhos Marcar todos os novos e Desmarcar todos valem para o arquivo inteiro — e "marcar todos os novos" nunca marca as duplicadas.

Antes de confirmar, o Vintém diz em voz alta quantos lançamentos serão criados. Reimportar o mesmo arquivo por engano não faz estrago: na segunda vez, tudo aparece como duplicado — e a tela avisa que não há nada novo, em vez de simplesmente não deixar você seguir.

No celular a conferência não é uma tabela: cada transação vira um cartão com descrição, valor, data e o seletor de categoria embaixo, um debaixo do outro. Nada de arrastar a tela para o lado atrás da coluna que falta preencher.

Arquivo grande: achar o que falta e preencher em lote

Todo lançamento precisa de categoria, e o palpite do Vintém não acerta tudo — num extrato de 150 linhas é normal sobrarem algumas em branco ("DÉB AUTOMÁTICO 4471" não diz nada a ninguém). Essas linhas ficariam escondidas no meio da lista, então a tela as conta e leva você até elas.

  • Acima da lista há os recortes Todas, Sem categoria e Duplicadas, cada um com o seu número. Clicar em "Sem categoria (15)" mostra as 15, e só elas — inclusive as que ainda nem tinham aparecido na tela. Dentro do recorte a lista fica parada: a linha que você acaba de preencher continua onde estava, para nenhuma outra pular para debaixo do seu cursor no meio do trabalho. Quem conta o progresso é o número ("12 das 15 ainda sem categoria"); quando você volta ao recorte, ele se refaz com o que ainda falta.
  • No fim da tela, o aviso diz quantas linhas ficaram sem categoria e o botão Ver as N sem categoria pula direto para elas.
  • Preencher em lote: escolha uma categoria e o Vintém a aplica a todas as linhas em branco do recorte que sejam daquele tipo (receita ou despesa) e estejam marcadas para importar — o que não vai virar lançamento não entra na conta do lote. Ele nunca sobrescreve uma categoria que já estava escolhida — o lote só completa buraco.

E se você não quiser preencher, não fica preso: o botão Importar N prontas traz o resto e deixa as pendentes de fora. Nada do que fica de fora é gravado, e o mesmo arquivo pode ser importado de novo depois — as linhas que já entraram vão aparecer como duplicadas.

O número que o painel anuncia é o número que o botão cria. Se 15 das 150 estão sem categoria, a tela diz "135 lançamentos serão criados" — nunca 150.

Exportar o extrato em CSV

Na barra de filtros do extrato há o botão Exportar o que está filtrado. Ele baixa exatamente as linhas que estão na tela — se você filtrou "Mercado em março", é isso que vai no arquivo, e nada além. O arquivo sai com separador ;, valores com vírgula decimal e acentuação correta: abre no Excel em português sem ajuste nenhum.

As colunas são: Data, Descrição, Conta, Categoria, Etiquetas, Tipo, Valor, Ignorado e Autor. O valor vem com sinal — despesa negativa —, para a planilha somar direito.

Modo de visualização: todos os lançamentos × fluxo de caixa

Acima dos filtros do extrato há um alternador com dois modos. Eles não mudam os seus dados — mudam a pergunta que o extrato responde.

  • Todos os lançamentos (padrão): tudo como aconteceu. A compra no cartão aparece no dia e na categoria dela; pagar a fatura é transferência e não conta como gasto.
  • Fluxo de caixa: só o dinheiro que entrou e saiu de fato. As compras individuais no cartão saem da lista e dos totais, e o pagamento da fatura entra como despesa do período.

O exemplo em números. Suponha que em março você tenha recebido R$ 4.000,00 de salário na conta corrente e comprado R$ 300,00 no mercado com o cartão, cuja fatura você pagou em 28 de abril:

MêsTodos os lançamentosFluxo de caixa
Março (a compra)Receitas R$ 4.000,00 · Despesas R$ 300,00Receitas R$ 4.000,00 · Despesas R$ 0,00
Abril (o pagamento)Receitas R$ 0,00 · Despesas R$ 0,00Receitas R$ 0,00 · Despesas R$ 300,00
Saldo totalR$ 3.700,00R$ 3.700,00 (igual)

Repare no que muda e no que não muda. Os R$ 300,00 aparecem uma vez só em cada modo — o que muda é em que mês: no mês da compra ou no mês em que o dinheiro saiu da sua conta. E o saldo é o mesmo nos dois: ele é o saldo das suas contas, não um jeito de olhar.

Use "Todos os lançamentos" para responder "onde eu gastei?" e "Fluxo de caixa" para responder "quanto saiu do meu bolso neste mês?". O modo fica no endereço da página, então o link que você compartilhar (ou salvar nos favoritos) abre do mesmo jeito.

Leia também

Para entender por que a compra no cartão e o pagamento da fatura são coisas diferentes, veja Cartão de crédito, fatura e compra parcelada.